Posts tagged ‘teoria’

6 propagandas de cerveja que causaram polêmica

Nova Schin sai do ar por discriminação contra travestis

 O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) arquivou ontem uma representação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – a ABGLT – contra o comercial “Festa de São João”, da cerveja Nova Schin. Veiculada no fim de maio, a peça foi retirada do ar logo depois da manifestação da entidade.

Evocando o universo junino, o filme mostra um homem que se apaixona por uma mulher, descobrindo em seguida que ela é na verdade um homem – motivo para virar alvo de gozação por parte dos amigos.

Em nota, a ABGLT afirmou que o personagem travestido de mulher seria ” objeto de escárnio, piada e deboche” na passagem em que o narrador diz que “de noite era Maria e de dia era João”. “O comercial da Nova Schin contribui para referendar e banalizar essa discriminação, ridicularizando a personagem travestida”, completou o comunicado. A Schincariol negou a inteção.

Cerveja em ovo de Páscoa faz Conar adverter Skol

Na última Páscoa, a Skol lançou uma campanha no Facebook para divulgar o seu “Redondinho” – um ovo de chocolate com recheio à base de cerveja.

Alguns consumidores questionaram a mensagem passada pela investida de marketing, já que os ovos exerceriam uma atração especial sobre as crianças e adolescentes, proibidos por lei de consumir bebida alcoólica. Nos filmes que promovem o produto, uma mulher aparece preparando a receita dos ovos, em que a cerveja é um dos ingredientes.

Em junho, o Conar fez uma advertência à Skol por conta da propaganda. Na ocasião, os conselheiros do órgão reconheceram que outras bebidas, como o licor, também recheavam chocolates. Além disso, levaram em conta que ao contrário de carrinhos e bonecos, os ovos não pertenciam especificamente ao universo infantil. Por isso, optaram apenas por um aviso, ao invés de banirem a veiculação da peça.

Skol incomoda argentinos, mas hermanos perdem na Justiça

Três argentinos que moram em Belo Horizonte, Minas Gerais, pediram indenização por danos morais à Ambev depois da companhia veicular propagandas que seriam preconceituosas na visão do grupo. Germàn Aníbal Filippini, Enrique Javier Romay e Jorge Adrian Vladimirsky foram à Justiça em maio de 2010, depois que a Skol colocou no ar as campanhas publicitárias “Argentinos do Samba”, “Torcida Skol – O Hermano” e “Latinhas Falantes – Hermanos dos 30”.

Tendo a última Copa do Mundo de Futebol como pano de fundo, as peças brincavam com a histórica rixa entre Brasil e Argentina. Em uma delas, inclusive, um argentino era chamado de “maricón”.

O Conar suspendeu os comerciais. Mas os argentinos quiseram ser remunerados e, para tanto, apontaram a ridicularização sofrida em bares, reuniões e até no trabalho. O Tribunal de Justiça de Minas, no entanto, entendeu que a propaganda teria sido “desenvolvida de modo positivo, alegre, reafirmando somente a rivalidade existente entre os dois países no futebol”. A decisão saiu em maio deste ano.

Festa junina e reclamação do Conar: Nova Schin repete a dose

Há quase um ano, o Conar proibiu outro comercial da Nova Schin. Veiculado em junho de 2011, o filme “Festa Junina” foi considerado inapropriado em função do uso de expressões consideradas de baixo calão pelo Conselho, como “filho d’uma égua” e “cagão”.

No filme, um repentista declama suas rimas enquanto conta a história de um jovem que teria se apaixonado pela filha de um bravo coronel.

Atores ‘novinhos’ provocam duas derrotas consecutivas para Skol

O comercial “Skol – Monstros do Pântano” utilizou atores maiores de idade no filme que mostrava três jovens bebendo cerveja e um suposto monstro atacando o grupo com o intuito de roubar uma caixa da bebida. Ainda assim, a propaganda acabou sendo condenada duas vezes pelo Conar.

Em julho, o Conselho julgou o filme e o reprovou. O motivo? Para o Conar, não basta ter mais que 18 anos – é preciso aparentar estar acima desta faixa etária. E os moços da propaganda em questão não preenchiam o pré-requisito. A Ambev recorreu, mostrando documentação que comprovava a maioridade dos envolvidos. Mas o Conar manteve sua posição em setembro do ano passado, pedindo à cervejaria que trocasse os atores da produção

Devassa é vetada com Paris Hilton como garota propaganda

Em 2010, foi a vez do Conar vetar a exibição do comercial da cerveja Devassa, que mostrava a socialite Paris Hilton dançando com uma lata de cerveja nas mãos e sendo ao mesmo tempo fotografada por um voyeur do prédio ao lado. A campanha foi ao ar no Carnaval e permaneceu por duas semanas na TV.

Os conselheiros foram unânimes em considerar o vídeo desrespeitoso para as mulheres e excessivamente sensual. Produzida pela Schincariol, a cerveja continuou causando polêmica. Depois da proibição, a agência Mood, responsável pela propaganda, criou uma peça na qual o logo da Devassa – uma mulher vestida com peças sumárias em estilo retrô – aparecia coberta com uma tarja preta.

fonte: exame.abril.com.br

30 de julho de 2012 at 17:37 Deixe um comentário

Infográfico mostra presença das empresas brasileiras na internet

A BaseKit elaborou um excelente infográfico que mostra detalhadamente como as empresas brasileiras preenchem a Internet através de seus websites.

Um material de qualidade que pode, inclusive, ajudar a galera que elabora e administra websites…

14 de junho de 2012 at 16:36 Deixe um comentário

De mictório à sola de sapato – os 10 lugares + inusitados onde já veicularam anúncios

A verdade é que está cada vez mais difícil encontrar um lugar que esteja livre da presença da publicidade. Ainda assim, algumas inserçoes de mídia conseguem surpreender. A Creativity reuniu 10 exemplos que incluem desde tampa de bueiro, faixa de pedestre e sola de sapato até canudo, mictório e sachê de catchup. Veja as imagens abaixo:

fonte: bluebus.com.br

2 de maio de 2012 at 12:18 1 comentário

Penalt

Campanha criada pela Z+ para a Penalty. O trabalho rendeu um bronze para agência no festival de Cannes 2011, categoria outdoor.

Quanto mais você corre, menor a distância.

fonte: puta sacada

22 de março de 2012 at 13:32 Deixe um comentário

Serviços será o setor mais promissor de marketing

Levantamento realizado pela Michael Page com dois mil executivos no LinkedIn aponta as frentes de trabalho mais propícias a gerar oportunidades este ano

Em segundo lugar aparece o Comércio (15%), seguido por Indústria e Agronegócios, ambos com 10%

Rio de Janeiro – O setor de Serviços será o mais promissor para os profissionais de marketing em 2012. É o que diz um levantamento realizado pela Michael Page com dois mil profissionais de nível executivo em uma enquete no LinkedIn.

Segundo o estudo, metade dos participantes acredita que o setor será o maior empregador de profissionais da área este ano.Em segundo lugar aparece o Comércio (15%), seguido por Indústria e Agronegócios, ambos com 10%. Há ainda 15% que acreditam que todos os setores contratarão mais pessoas ligadas ao marketing.O setor de Serviços já representa uma parte importante do PIB Nacional e abrange diversas frentes, como Inteligência de mercado, CRM, Comunicação e Eventos. A Michael Page acredita que a amplitude do mercado possibilita o surgimento de maiores oportunidades.

fonte: exame.abril.com.br

25 de janeiro de 2012 at 11:38 Deixe um comentário

Eventos crescem 43% no Brasil em 2011

Estudo do Instituto Alatur aponta para uma expansão no número de ações realizadas no setor e para a profissionalização no setor

Com o crescimento no setor, cresce também o investimento em novas tecnologias e ferramentas para mensuração

Rio de Janeiro – O número de eventos realizados pelas empresas no Brasil em 2011 cresceu 43%. É o que indica a pesquisa “O Impacto Econômico dos Eventos”, encomendada pelo Instituto Alatur, em parceria com o capítulo brasileiro da Meeting Professionals International (MPI).

Além da expansão, o levantamento aponta para uma maior profissionalização do setor, com mais investimento em tecnologia e ferramentas para medir o desempenho. O índice superou o resultado alcançado em 2010, quando a expansão foi de 41% em relação ao ano anterior. O estudo aponta ainda que, no período, foram gastos, em média, R$ 2,4 milhões por empresa.

Entre as informações apuradas, um dos destaques é o aumento no investimento em eventos próprios, como convenções, lançamentos de produtos e patrocínios de shows. “As empresas investiam em eventos de terceiros, como participação em feiras. Agora perceberam que o retorno em conhecimento que trazem para os colaboradores é muito maior quando os eventos são realizados internamente, com a própria equipe”, diz Alberto Moane, Diretor da Alatur Eventos & Incentivos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra mudança que vem se desenhando há um tempo e parece caminhar para a consolidação no país é o aumento na quantidade de eventos verdes. De acordo com o estudo, 97% dos pesquisados acreditam que as iniciativas sustentáveis devem aumentar no Brasil e 74% já utilizam materiais naturais para organização das ações.

Eventos verdes

O levantamento realizado pela Fran6 Análise de Mercado com gestores de eventos de 75 empresas, com média de 13 mil colaboradores e listadas entre as 1.000 maiores e melhores do país, mostra também que 41% das companhias já realizam eventos verdes e 25% conversam sobre o tema.

“As grandes empresas têm essa preocupação e estão aplicando o conceito aos eventos. Mas senti uma grande mudança no ano passado. Normalmente, as pessoas pensam que eventos verdes ficam mais caros e, dependendo da situação, acabam até sendo mais baratos. A sustentabilidade com certeza é algo que vem muito forte em 2012”, acredita Moane.

Outra característica que vem se mostrando mais presente é a capacidade que os gestores têm tido de mensurar com mais facilidade os resultados dos eventos, o que no passado era um verdadeiro desafio. As ações estão cada vez mais planejadas: 89% das empresas possuem diretrizes para busca de savings e 26% já utilizam o sistema Return On Investiments (ROI) para eventos corporativos como um todo.

Aumenta o planejamento

Em 74% das companhias, os eventos são organizados a partir dos setores de Marketing, comunicação, viagens ou o próprio departamento de eventos. O setor de compras, no entanto, colabora no processo em 57% das empresas pesquisadas, com o poder de decisão em apenas 6%.

Em relação ao número de eventos, cada companhia realiza anualmente, em média, 18 de pequeno porte (com 10 a 50 pessoas), 19 de médio porte (51 a 250 pessoas) e 12 grandes eventos (250 pessoas ou mais). Exposições, salões e stand em feiras lideram o ranking, com 42%, seguidos por confraternizações (40%) e treinamentos/workshops (33%).

As empresas também vêm aumentando o investimento em tecnologia. Atualmente, 65% já utilizam novas ferramentas para reuniões e eventos e realizam treinamentos para utilização das mesmas (57%), como promoção de reuniões virtuais/híbridas (71%), sistema de telepresença (55%), avaliação do ROI das mídias sociais (29%) e uso do holograma nas reuniões (14%).

O nível de planejamento também vem expandindo, mas ainda está longe do desejável. “Aqui no Brasil, os eventos se realizam com pouca antecedência, uma média de três meses. Mas isso tem melhorado, antigamente era muito mais rápido. Houve um crescimento entre 2009 e 2011 e a tendência é que os dias de planejamento aumentem. O ideal seriam seis meses”, ressalta Moane.

fonte: exame.abril.com.br

Veja também:

Um comercial bem bolado

Anúncios Desencannes

Quem toma conta dos publicitários

25 de janeiro de 2012 at 11:15 Deixe um comentário

Por dentro da publicidade

Recebi algumas perguntas via twitter (@QPublicitarios), email (quaspublicitarios@gmail.com) e também pelo Orkut (é só procurar lá). O que? No Facebook? Não, não temos perfil lá; não sei mexer (ou é com ch???) direito.

Voltando ao assunto. Recebi algumas perguntas sobre como funciona a publicidade. O que é preciso ter de vocação para ingressar nesta área. Como funciona o mercado de trabalho e por aí vai. Então, resolvi fazer uma grande pesquisa; consultei excelentes professores (wikipedia), renomados profissionais atuante do mercado de trabalho (wikipedia) e alunos (wikipedia). Fiz uma compilação de tudo e você pode conferir logo abaixo:

publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificamente, propaganda comercial.

Publicidade é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam esta difusão comercial de produtos, em especial atividades como o planejamento, criação, produção e veiculação de peças publicitárias. Mas estudos mostram uma tabuleta em argila encontrada por arqueólogos, a qual continha inscrições babilônicas, anunciando a venda de gado e alimentos, demonstrando que já se utilizava de algum tipo de publicidade na antiguidade. Foi, porém, após a Revolução Francesa (1789), que a publicidade iniciou a trajetória que a levaria até o seu estágio atual de importância e desenvolvimento.

Hoje, todas as atividades humanas se beneficiam como o uso da publicidade: Profissionais liberais, como médicos, engenheiros, divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam suas exposições, seus discos, seus livros, etc…, a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo suas descobertas e seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet e outros.

A propaganda está na pele.

 

1. Confusão no uso do termo publicidade

Em Portugal o termo publicidade é usado diversas vezes como sinônimo de propaganda ou para representar a atividade realizada por uma agência de propaganda.

No Brasil também existe confusão entre os termos propaganda e publicidade por um problema de tradução dos originais de outros idiomas, especificamente os da língua inglesa. As traduções dentro da área de negócios, administração e marketing utilizam propaganda para o termo em inglês advertising e publicidade para o termo em inglês publicity. O termo “publicidade” refere-se exclusivamente à propaganda de cunho comercial. É uma comunicação de caráter persuasivo que visa defender os interesses econômicos de uma indústria ou empresa. Já a “propaganda” tem um significado mais amplo, pois refere-se à qualquer tipo de comunicação tendenciosa (as campanhas eleitorais são um exemplo, no campo dos interesses políticos). Não se iluda, durante as aulas os professores tentarão explicar a diferença exaustivamente; mas nem eles nem vocês entenderão.

2. Áreas de atuação em uma agência de publicidade

Dentro de uma agência de publicidade ocorre uma divisão das tarefas. Como em uma empresa normal, há departamentos designados para determinadas funções, porém, por se tratar de uma profissão “criativa” às vezes esses departamentos, ou o modo operacional da empresa, podem diferenciar de empresas de outros segmentos. Os cargos mais comuns que encontramos nas agências são: Atendimento, Mídia, Planejamento, Criação, Finalização, Produção (Produção gráfica e RTVC).

  • Atendimento: Responsável pela comunicação cliente-agência e agência-cliente. É o profissional de atendimento que apresenta peças e campanhas, planejamentos etc.
  • Mídia: Elabora o planejamento de mídia, de modo a atingir melhor cobertura e freqüência com o mínimo de gastos ao público-alvo esperado.
  • Planejamento: O profissional de Planejamento é responsável pela criação do plano de comunicação, estudando o mercado atual, a concorrência, o público consumidor, fatores do macroambientais e microambientais, etc. Tudo isso para traçar com precisão as metas e objetivos do cliente a curto, médio ou longo prazo.
  • Criação: Este departamento é composto pela dupla de criação, formada pelo diretor de arte, que é o responsável pela parte visual das peças publicitárias e pelo redator, responsável pela criação dos textos (títulos, slogans e outros textos), esta dupla é coordenada pelo Diretor de Criação. É deste departamento que saem as idéias para os anúncios.
  • Produção: Neste departamento, que é dividido em produção gráfica e produção eletrônica (ou RTVC), são feitos todos os contatos (orçamentos, visitas, consultas, etc) com os fornecedores gráficos e produtoras de vídeo.
  • Produção on line: Esse é um novo cargo existente nas agências de publicidade para atender a crescente demanda dos clientes por uma comunicação digital. Embora ainda não formalizado, nem em termos de denominação de cargo nem de funções, o profissional que trabalha nesta área contribui, junto com o planejamento geral, para oferecer maior número de possibilidades de ações on line adequadas à verba/perfil do cliente, dar apoio à criação no desenvolvimento das peças e acompanhar o trabalho com os fornecedores on line, desde o orçamento até a entrega, de todas as peças digitais.

3. Marketing e a Publicidade

Outra definição: Qualquer forma paga de apresentação não pessoal e promoção de ideias, bens e serviços por um patrocinador identificado a uma audiência alvo através dos mass media.

A publicidade ajuda a identificar o significado e o papel dos produtos fornecendo informação sobre marcas, companhias e organizações. Para a maior parte dos gestores e profissionais de marketing a publicidade ajuda a vender um produto e constrói a reputação de uma marca ou empresa. Estudar Marketing no curso de publicidade é chato pra cacete.

3.1. Pontos fortes e fracos

Alguma publicidade é mais eficiente do que outra em certas circunstâncias e alguns tipos de publicidade parecem funcionar melhor com determinados produtos. Alguns consumidores, apesar de boas campanhas publicitárias, não compram o produto publicitado e em outras circunstâncias irão comprar o produto, mesmo sem publicidade. Os outros componentes do marketing, como por exemplo o preço, podem afetar o sucesso de uma publicidade.

O primeiro ponto forte da publicidade é que ele chega a uma vasta audiência. Pode construir o conhecimento sobre uma marca (informar), criar uma imagem de marca e uma posição da marca a longo prazo e aumentar o conhecimento sobre essa marca. A publicidade também serve para recordar uma experiência agradável aos actuais consumidores. Finalmente a publicidade permite a repetição das mensagens, um factor importante na memorização.

Mas a publicidade tem limitações. Os consumidores, frequentemente, vêem a publicidade como algo intrusivo. Assim, eles podem evitar a publicidade virando a página, mudando de canal, tirando o som. Dado o elevado número de anúncios em todos os media a publicidade também pode ser vista como algo provocador de desordem, de barulho (poluição visual). Como a publicidade chega a muita gente, muitas dessas pessoas não são potenciais utilizadores pelo que se perde algum impacto.

A publicidade só tem valor para o negócio se cria uma identificação fácil para o consumidor sobre a marca ou instituição publicitada. Apesar da publicidade ajudar os consumidores a identificar as marcas que eles querem comprar, por outro lado também ajuda a identificar as marcas que eles querem evitar devido a relatórios ou experiências negativas.

Como todas as ferramentas têm vantagens e inconvenientes, os gestores de comunicação devem planear um mix de comunicação no qual a publicidade seja usada para maximizar as suas forças.

3.2. Como Funciona a Publicidade

Burnett (1998) identifica três mecanismos através dos quais a publicidade funciona. São eles a atenção, a memorização e a persuasão.

3.3. O que torna efetiva a Publicidade?

Há muitas formas de avaliar uma publicidade eficiente. Um anúncio para ser eficiente tem de captar a atenção, ser facilmente memorável e persuadir. Também deve chegar à audiência alvo e deve ser consistente com os objectivos da publicidade.

3.3.1. Formas de julgar a eficácia

A publicidade pode ser avaliada duas vezes no tempo. A primeira é antes da publicidade ter ido para o ar ou ter sido publicada (antes do grande investimento ter sido feito) e a Segunda é durante ou imediatamente após a passagem do anúncio, para testar o impacto. O primeiro é o pré teste e o segundo o pós teste.
copytesting é a avaliação formal da publicidade usada para decidir se um determinado anúncio deve ser divulgado no mercado. Estes testes medem a persuasão, a lembrança e a compreensão dos pontos chave. Estes testes são úteis dado o elevado custo duma campanha televisiva. Há muitas agências que desconfiam destes testes porque acham que eles não medem o impacto da publicidade numa situação real. Contudo, eles podem fornecer informação de apoio a julgamentos mais intuitivos.

4. Mídia como área da publicidade

Publicidade e Propaganda. Comunicação Social e Mercadológica.

Para melhor compreender o que significa a mídia no processo da publicidade contemporânea, seria interessante apresentar a sua origem. Mídia é o plural da palavra médium, que em latim significa meio. Foi adotada pelos norte-americanos (media), e posteriormente incorporada à língua portuguesa como “Mídia”. A Mídia é absolutamente parte integrante do processo mercadológico e podemos dizer que, se a propaganda é uma função de marketing, a Mídia, por sua vez, é função da propaganda. Deve ser entendida como investimento para geração de resultados.

Dentre tantas funções, podemos sintetizar que sua função básica é propor caminhos para que a mensagem chegue ao público-alvo. Porém com o passar do tempo, essa tarefa se tornou bem mais complexa, exigindo do profissional um conhecimento mais específico e aprofundado dos diversos meios de comunicação.

4.1. Marketing Mix

A publicidade faz parte do que se chama de Marketing Mix. Para além do produto, distribuição e preço, a variável comunicação incorpora obrigatoriamente a publicidade, as promoções, merchandising, força de vendas, marketing direto, patrocínios e as relações públicas. A publicidade é claramente orientada para o produto, tem como objectivo estimular a compra ou a notoriedade desse produto, pode ainda e simplesmente servir para informar. Hoje em dia a relação da publicidade com novos conceitos como o Branding passa pela adequação dos novos meios de comunicar a publicidade.

Branding é considerado um trabalho de marca. É como se criasse uma imagem para ser reconhecida por todo o mercado, de forma que o público a consiga identificar e apreciar. Ao criarmos e gerirmos uma marca, estamos a potenciar o valor do produto e da empresa dona da marca. Trata-se não só de identificar e diferenciar o produto ou empresa, mas também gerar uma expectativa de qualidade de imagem que vai trazer grande notoriedade. É exemplo de branding, o que é feito ao nível das marcas franqueadas, onde não basta identificar o produto, mas transmitir uma certa segurança de qualidade ao ser multiplicada por nlojas. É tão simples como dizer… é de marca é de confiança. Existe um valor originado pela marca e que obviamente tem a ver com a atividade desenvolvida pelas agências de publicidade quando fazem branding, ou seja, trabalho de marca.

Já todos ouvimos falar que preferimos os produtos de marca, em que o conteúdo, muita vezes é similar a outros sem o poder da marca. Mas quando temos a possibilidade de optar, optamos pelo produto de marca, na maior parte dos casos. Quando isto acontece ocorre o branding.

Mais do que projetar ou criar uma identidade, é preciso acrescentar um conceito de valor e positividade ao projeto, e geri-lo, e isso deverá respeitar a estratégia e a ambição do cliente e do seu produto.

5. Publicidade no Mundo

Mensagens comerciais e campanhas políticas foram encontradas em ruínas da antiga Arábia. Egípcios usavam papiros para criar mensagens de venda e cartazes, enquanto o conhecido volante (flyer) de hoje podia ser facilmente encontrado na antiga Grécia e Roma. Pinturas em muros ou rochas utilizadas como propagandas eram outras formas encontradas no tempo antigo e é utilizada até hoje em várias partes da Ásia, África e alguns países da América do Sul, incluindo o Brasil.

A tradicional pintura nas paredes pode ser encontrada desde expressões artísticas em rochas feitas por populações indígenas que datam de 4.000 AC até pinturas desenvolvidas nos séculos XV e XVI que auxiliavam a divulgação de volantes na época. No século XVII as propagandas começaram a aparecer em jornais semanais na Inglaterra. Esses anúncios eram utilizados para promover livros e jornais, que patrocinavam a imprensa, e medicamentos, que se tornaram muito procurados após algumas doenças terem devastado a Europa. No entanto, falsas propagandas, também conhecidas como quack (termo da época para designar uma pessoa que dizia ter profissionalmente habilidades, conhecimentos ou qualificações que não tinha), tornaram-se um problema, que culminou na regulamentação dos conteúdos publicados nas propagandas.

Com a economia expandindo durante o século XIX, as propagandas cresceram. Nos Estados Unidos, os classificados tornaram-se bem populares preenchendo muitas páginas de jornais com pequenos anúncios de itens variados. O sucesso desse formato de propaganda eventualmente levou ao aparecimento e crescimento da mala-direta. Em 1841 a primeira Agência de Publicidade e Propaganda foi criada por Volney Palmer em Boston. A agência criada por Palmer também foi a primeira a cobrar a taxa de 25% de comissão dos jornais para vender espaço publicitário, o que antes era feito apenas por corretores de propaganda. A N. W. Ayer & Son foi a primeira Agência a oferecer todos os serviços de publicidade e assumir responsabilidade pelo conteúdo das propagandas. Ela foi fundada em 1875 na cidade de Filadélfia nos Estados Unidos.

Na virada do século, haviam poucas escolhas de carreira para mulheres no mercado, no entanto a publicidade e propaganda foi uma das poucas a abrir esse mercado. Desde que as mulheres eram responsáveis pela maioria das compras feitas em casa, anunciantes e agências reconheceram o valor introspectivo que a mulher tinha durante os processos criativos, por curiosidade, a primeira propaganda norte-americana com apelo sexual foi criada por uma mulher, Helen Lansdowne Resor, para anunciar o Woodbury’s Facial Soap. Embora simplória para os dias atuais, a propaganda mostrava um casal com a mensagem: “The skin you love to touch” (A pele que você adora tocar).

Quando as estações de rádio iniciaram suas transmissões em meados de 1920, os programas não continham propagandas. Isso acontecia porque as primeiras estações de rádio foram estabelecidas com equipamentos feitos manualmente e varejistas que ofereceram programas em busca de vender mais aparelhos de rádio para os consumidores. Com o passar do tempo, muitas organizações sem fins lucrativos, como escolas, clubes e organizações populares, começaram a construir suas próprias estações de rádio. Quando a prática de patrocinar programas foi popularizada, cada programa era patrocinado por um anunciante pela troca da simples menção de seu nome no início e no fim dos programas. No entanto, os donos de estações logo viram que poderiam ganhar mais dinheiro vendendo pequenos espaços de tempo para vários anunciantes durante toda a programação da rádio e não só no início e fim de cada programa para apenas um patrocinador. Essa prática foi herdada pela televisão posteriormente nos meados de 1940 a 1950.

6. Publicidade no Brasil

Em 2000, a publicidade brasileira se mantém entre as quatro mais premiadas no Festival Internacional de Propaganda de Cannes – um dos principais no exterior – e consolida-se como uma das mais importantes do mundo. Em termos de faturamento, nos últimos anos o mercado publicitário nacional alterna períodos de acelerado crescimento e de estabilidade. Em 1996 movimenta 8,3 bilhões de dólares e, dois anos depois, chega a 9,4 bilhões de dólares – um crescimento de 12,7%, de acordo com dados do Ibope Monitor. Em 1999, o setor passa por um momento de estabilidade. No entanto, por causa da desvalorização do real, no início de 1999, o valor dos investimentos em dólar registra uma queda, passando a 6,6 bilhões.

As formas de publicidade mais utilizadas no país são anúncios, outdoors, propaganda em ônibus (busdoor), marketing direto, patrocínios e merchandising. Os principais meios de comunicação são os preferidos dos anunciantes e das agências. Conforme dados do Projeto Inter-Meios, em 1999 a maior parte dos investimentos destinam-se à televisão aberta (56%), seguida por jornal (24%), revista (10%) e rádio (5%). A propaganda em TV por assinatura, outdoor e outras mídias fica com os 5% restantes. O setor que mais investe em publicidade é o do comércio varejista – 3,6 bilhões de reais em 1999. Em seguida estão os serviços ao consumidor, com 2,1 bilhões de reais, e as empresas ligadas a cultura, lazer, esporte e turismo, com 1 bilhão de reais.

6.1. Publicidade oficial

O governo federal investe cerca de 600 milhões de reais em publicidade anualmente. Já os governos estaduais e municipais gastam por volta de 400 milhões. A maior parte das campanhas publicitárias oficiais destina-se ao esclarecimento da população – como a da vacinação infantil, a da terceira idade e a da prevenção à Aids – e à divulgação institucional, como a do programa Avança Brasil. O Ministério da Educação é o maior anunciante governamental, com despesas publicitárias em torno de 80 milhões de reais; em seguida vêm o Banco do Brasil, com 51 milhões, e o Ministério da Justiça, com 47 milhões Todos os órgãos e empresas públicas dão preferência à TV para veicular suas campanhas, devido ao grande alcance dessa mídia em todo o país.

6.2. Agências

Não existem dados precisos sobre a quantidade de agências de propaganda em atividade no país, principalmente porque não há exigência legal de registro desse tipo de estabelecimento em um órgão centralizador, como ocorre em outros setores. De acordo com estimativas da Federação Nacional de Agências de Propaganda (Fenapro) e da Abap, o número de agências oscila entre 4 mil e 8 mil, em agosto de 2000.

A maior agência, em faturamento, é a Y&R, com uma cifra maior que alcançou a casa dos 2 bilhões de reais em 2005. Atualmente, a Y&R é presidida pelo empresário Roberto Justus[carece de fontes].

Das dez principais agências, quatro possuem capital 100% nacional Total, Fischer America, DPZ, Propeg e Talent), uma é 100% norte-americana (Young & Rubicam) e cinco são mistas (McCann-Erikson, com capital 78% norte-americano; Giovanni, FCB AS, com 60% norte-americano; AlmapBBDO, com 50% norte-americano; Carillo Pastore Euro RSCG, com 49% francês; e DM9DDB, que não revela a participação acionária).

Todos os anos, os melhores anúncios brasileiros participam de festivais internacionais, como os de Cannes, Londres, Clio, Nova York e Fiap, e de premiações nacionais, das quais se destacam o Prêmio Abril, o Profissionais do Ano, o de Gramado e o da Central de Outdoor. Segundo o Anuário de Propaganda da Editora Meio&Mensagem, a agência mais premiada em 1999 é a AlmapBBDO. Quarta maior agência do país em faturamento, ela arremata 13 prêmios no ano, entre nacionais e internacionais. Em seguida vêm a DM9, com 11 prêmios, e a F/Nazca, com 10.

Nos últimos 8 anos algumas agências detem direcionado seu foco para cobrir a demanda de novas mídias de forma especializada, especialmente a internet.

6.3. Propaganda na internet

De acordo com pesquisa do Anuário de Propaganda 2000, da Editora Meio&Mensagem, tanto agências quanto anunciantes consideram a internet uma grande mídia a ser explorada e apostam no e-commercepara revolucionar o mercado. Das empresas consultadas, 34% já tiveram experiência com o e-commerce e, dessas, 74% gostaram dos resultados. Porém, para Luís Lara, diretor da agência Lew, Lara Propaganda e Comunicação, por enquanto a internet é vista mais como mídia de apoio do que como ferramenta estratégica de publicidade. Isso acontece porque o mercado ainda não tem a sua disposição pesquisas confiáveis, que avaliem com segurança o que o consumidor está comprando na internet e mensurem o impacto de um grande investimento nesse tipo de mídia. De acordo com dados da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap), até agosto de 2000 menos de 1% da verba publicitária total foi destinada à internet. Poucas agências estão apostando na convergência dos meios. Mas já temos cases bem sucedidos e profissionais tomando a dianteira do negócio: Michael Lent, Mauger, Marcelo Sampayo, Rosana Fortes, Merigo e muitos outros.

7. Publicidade comparativa

Através do modelo comparativo se pretende contrapor as características do produto anunciado com os de um outro anunciante.

Segundo diz, para Ricardo Lagreca Siqueira a publicidade comparativa pode ser definida como “aquela na qual o anunciante, com o intuito de promover a implementação do consumo de seus produtos, coloca em contraposição determinadas características de produtos concorrentes, de modo a demonstrar aos consumidores algum tipo de superioridade de seu produto em relação aos demais”.

Alguns admitem que seu conceito também possa abarcar a comparação com o mercado em geral, o que geralmente se faz através de superlativos (“o mais barato da cidade”).

Paulo Luiz Durigan, por exemplo, procura integrar em seu núcleo conceitual também a publicidade superlativa de forma a “conter não a identificação do concorrente e sim, (I) a menção às próprias prestações; (II) a referência a outras prestações e (III) a comparação entre essas”.

Também pode se dar através de formato implícito ou explícito. Na primeira situação o nome ou marca do concorrente não é mostrado abertamente, mas há menções que podem identificá-lo.

Na década de 60 houve uma “explosão” sem precedentes desse modelo publicitário nos Estados Unidos, quase a colocar em colapso todo o mercado. Posteriormente foi regulada e incentivada através de instrução do Trade Federal Commission, em 13 de agosto de 1979.

É permitida no MCE desde que opere segundo o artigo 3 bis da Diretiva 84/450/CEE.

No Mercosul há um início de regulamentação através da Resolução 126/96.

No Brasil o Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária a permite, com certas restrições, definindo-a em seu artigo 8º. como sendo “toda atividade destinada a estimular o consumo de bens e serviços, bem como promover instituições, conceitos ou idéias”.

Alguns a consideram lícita e outros não: a maioria se inclina a dizer que sua licitude depende de suprir certos requisitos, os quais, de modo geral, seriam os estipulados pelo artigo 3 bis da Diretiva 84/450/CEE

Em Portugal, a publicidade comparativa está regulada especificamente no Código da Publicidade, no artigo 16.º.

fonte: wikipedia.org

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6 de fevereiro de 2011 at 13:19 1 comentário

Empresas encontram desafios para manter talentos da geração Y

Sempre gostei bastante de discutir o tema gerações aqui no blog e essa semana foi à primeira vez que eu vejo amigos da faculdade e colegas de serviço falando sobre esse tema também. E descobri que foi a graças a uma série de reportagens realizada pelo Jornal da Globo que discutiu essa bagunça das gerações baby boomers, x e y nas empresas. Muito interessante e vale a pena ver.

fonte: projetogalo.wordpress.com

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5 de fevereiro de 2011 at 16:30 Deixe um comentário

Documentário sobre o Wikileaks


“Tá” certo que aluno de publicidade é meio alienado do mundo, embora não devesse ser. O cara – ou a garota – só quer saber de choppada, festa, putaria e “vamu simbora”. Apesar deste cenário que permeia o ambiente acadêmico publicitário nossa falei “bunitu” posso arriscar imaginar que você já deve pelo menos ter ouvido falar sobre o site Wikileaks. Ou sobre o seu fundador, Julian Assange. Aqui você poderá acompanhar um documentário legendado sobre esse “babado fortíssimo”.

Este vídeo, apresentado pela TV estatal sueca (SVT), relata a criação e revela o modo de agir do Wikileaks, esclarecendo em especial como opera sua rede de colaboradores. É permeado por excelentes entrevistas em que o fundador do site, Julian Assange, expõe o que o animou ao projeto.

Assista e tire suas conclusões.

Parte 1

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Parte 3

Parte 4

fonte: acervopublicitario.com.br

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6 de janeiro de 2011 at 00:27 Deixe um comentário

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Entrevista com Mario Person

fonte: am3-pp.blogspot.com

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17 de outubro de 2010 at 22:59 Deixe um comentário

“PLUS A MAIS” NA PUBLICIDADE

Mirela Tavares

Jornalista

Um norte-americano quis saber do amigo brasileiro como se dizia mall [centro de compras] em português. A resposta, passado o espanto, lhe provocou gargalhadas: “shopping center”. Em coletivas de imprensa ocorrem situações ainda mais engraçadas. Profissionais ansiosos por impressionar jornalistas se desbaratam a utilizar estrangeirismos de forma errada e mandam frases do tipo: “isso é um plus a mais para a empresa”, sendo que plus já significa a mais. E o pior, muitas vezes tais pérolas viram vocabulário comum, encobrindo a pobreza e a falta de bom senso do uso da língua.

Ainda mais grave é quando as expressões, em vez de comunicar, tornam-se ruído, impedindo que áreas como a propaganda e o marketing cumpram seus principais papéis: atingir o público-alvo. Sem discussões mais profundas sobre os 500 anos de “colonialismo” no Brasil, responsável em boa parte pelo encantamento da sociedade por tudo que vem de fora, principalmente dos Estados Unidos, o assunto merece reflexão, não só para evitar que profissionais vivam caindo no ridículo, mas especialmente por alguma interferência que possa vir a ter nos negócios.

Para o professor Pasquale Cipro Neto, responsável pelo programa “Nossa Língua Portuguesa”, na TV Cultura de São Paulo, é uma bobagem achar que uma língua pode se fechar para o mundo. “Mas também não dá para entrar no clima de ‘liberou geral’ e usar estrangeirismo por modismo ou só por usar”, diz ele, que alerta: “Pode ser um tiro no pé.” O próprio Pasquale lamenta por um dono de pizzaria que perdeu várias vendas devido um folheto mal explicado. Apesar de a massa ser melhor do que a do concorrente, Pasquale lembra que o simples nome delivery estampado acima do cardápio não deixava claro que eles entregavam em casa, o que fazia com que uma de suas amigas sempre escolhesse a outra pizzaria.

Daí um lembrete importante: mesmo em tempos de globalização, comunicação mundial via internet e a institucionalização do inglês como um “novo esperanto” ainda há pessoas que falam português no Brasil.

E quando se trata de comunicar é fundamental o emissor da mensagem saber reconhecer o perfil do receptor para, pelo menos, minimizar os ruídos. Em plena época de liquidação, quando o que o comerciante mais quer é queimar todo o estoque, por que então complicar com cartazes de desconto, como “50% off”, sendo que muitas vezes o consumidor mal sabe escrever o português?

EMPURRA OU PUXA?

Mesmo para os letrados em inglês, o verbo to push pode provocar ambigüidade. Como a pronúncia é parecida com puxe, do verbo puxar, muita gente acha que pushsignifica puxar e pull, do inglês to pull, empurrar. Na verdade, é o contrário. Por causa de uma confusão como essa, presenciada por Pasquale, várias pessoas desistiam de experimentar torneiras em exposição num shopping center paulista ou quando tentavam não conseguiam abri-las. Ou seja, mais uma ação mal aproveitada.

No caso de campanhas publicitárias, o diretor de criação da DM9DDB Ehr Ray não acredita em grandes prejuízos. “Isso é apenas um código de linguagem que as pessoas dessa última geração vêm aprendendo a usar desde a faculdade, mas no dia-a-dia da agência se vive o mundo da propaganda brasileira”, diz. Para Ray, toda essa influência mostra também a força da TV no Brasil, pois muito dessa linguagem foi importada de programas chamados “enlatados”, exibidos aqui. “Era mais fácil importar tudo do que traduzir”, comenta.

REDUNDÂNCIAS

Por conta desse comodismo, a coleção de bobagens vem aumentando rapidamente. Quem não viu estampado em outdoors e jornais a campanha de lançamento do filme O Pequeno Stuart Little, que tem como personagem principal um ratinho falante? Será que com um sobrenome desse alguém achava que ele seria uma ratazana? [little, em português, significa pequeno]

E por falar em outdoor, Wagner Solano, o W da agência DW, lembra como se importa errado certas expressões. “Os painéis como nós entendemos aqui são chamados debillboords nos Estados Unidos, enquanto outdoor por lá é tudo que se refere a mídia exterior”, afirma. O mesmo serve para spot, que nos Estados Unidos pode ser usado tanto para rádio quanto para TV, enquanto no Brasil é sinônimo de comercial apenas de rádio. Para ele, problema maior é quando se tenta simplesmente transportar ações de propaganda ou marketing usadas no exterior para o Brasil.

INFLUÊNCIAS

André Pinho, diretor de criação da J. W. Thompson, também não acredita que a propagação do uso do inglês ou de qualquer outra língua interfira na qualidade na publicidade brasileira. Ele mesmo, obrigado a falar em inglês boa parte do tempo por ter clientes multinacionais como Gessy Lever, defende, sem xenofobia, a preservação do idioma nacional. Até por ser desnecessária atitudes como a de certos profissionais brasileiros, que se expressam em português e traduzem para seus ouvintes em inglês, como se dessa forma fossem mais bem entendidos.

Comportamento tão bizarro quanto o de turistas que voltam de Nova York com frases do tipo “Adorei o edifício The Empire State building”, como se building [edifício] fizesse parte do nome do prédio e por isso precisasse ser repetido. Casos ainda mais exagerados que viraram até piada. Uma turista teria dito sem perceber a diferença do nome de rua com um semáforo: “Achei uma lojinha ótima na esquina da Walk [atravesse] com a Don´t Walk [não atravesse].”

Pinho lembra que, além de toda uma história de colonialismo, o uso de estrangeirismo está ligado à origem norte-americana de atividades como marketing e publicidade e do forte impacto da cultura pop na comunicação. Fluente em inglês, o próprio Pinho conta que procura se policiar para evitar o uso exagerado de outro idioma no meio e elogia os que conseguem. “Enquanto eu falaria tranqüilamente market share, Nizan Guanaes que prefere aportuguesar os termos falaria participação de mercado”, exemplifica Pinho elogiando: “E por isso ele é brilhante.” Ray, que trabalha diretamente com Nizan, brinca com naturalidade do publicitário baiano: “Aqui se entende mais de ‘baianês’ do que de ‘marquetês’, nem por isso a agência deixa de ter os pés no Brasil e a cabeça no mundo”, completa Ray.

APOSTANDO NOS ERROS

Durante a inauguração de uma lanchonete no interior paulista, a primeira-dama da cidade fez questão de experimentar os lanches do novo estabelecimento. Na hora de fazer o pedido, não teve dúvidas em excluir o que não gostava. “Um cheeseburger sem queijo, por favor.” Mal sabia ela que o desconhecimento da língua inglesa viraria inspiração para uma campanha publicitária. Foi assim que Wagner Solano, da DW, criou uma das peças da campanha publicitária da escola de inglês CNA.

O próprio Solano foi fonte de inspiração para uma das peças. O comercial que apresentava um casal que brigava depois do rapaz oferecer uma música que ofendia a mulher foi idealizado de uma situação vivida por ele. Solano conta que tinha ouvido a música Tears in Heaven, de Eric Clapton, feita para o filho que morreu num acidente, sem prestar atenção na letra. “Quando entendi do que falava, me toquei que muita gente oferece músicas tristes ou que falam de tragédias, como se fossem coisas muito românticas.”

Segundo Solano, não se pode desconsiderar a influência mundial do inglês. Ele alerta, porém, que a simples transposição tanto da língua quanto da cultura prejudica as ações de marketing e propaganda. “O marketing direto no Brasil, por exemplo, é um absurdo”, comenta.

Ele explica que toda a base do marketing é norte-americana. Então, certos profissionais pegam duas ou três variáveis dessa atividade e aplicam, sem realmente se preocupar com o negócio do cliente. Solano critica principalmente comerciais veiculados em TV, que tentam vender todo tipo de produto. “Os comerciais são mal dublados e mal filmados e eles ainda acham que estão fazendo igual”, diz.

Com exceção de empresas, como a Som Livre, que, segundo ele, fazem um bom trabalho de marketing direto, Solano afirma que a maioria não está preocupada em permanecer no mercado. “Não existe produto de marketing direto que tenha dois anos”, diz, acrescentando, “marketing direto é uma forma de distribuição e não comunicação”.

Originalmente publicado na Revista Propaganda, número 587, em abril de 2000

fonte: portal-rp.com.br

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17 de outubro de 2010 at 22:46 1 comentário

Repensando o consumo

“A terra é capaz de satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens.”

Você já parou pra pensar o que 30 segundos são capazes de fazer na mente das pessoas que vivem numa sociedade consumista? 30 segundos elevam o que é fútil, efêmero e desnecessário à condição de principal em nossa vida.

Mais um sapato, mais um relógio, mais um carro, mais uma casa. Mais, mais, mais, mais. Isto é consumismo.

Lembrando que apenas 20% da população consome 80% dos recursos do planeta, vale repensar a forma de consumo da nossa sociedade. Então surge a ideia do consumo consciente.

Assista o vídeo abaixo e reflita, assim como eu refleti.

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7 de setembro de 2010 at 10:58 Deixe um comentário

Já ouviu falar que cinema é a 7ª arte?

Pois é, lembro que no 1º período, uma das disciplinas da grade era História da Arte. Antes do início das aulas pensei que seria muito produtivo estudar e relevante para a minha formação estudar essa tranqueira, mas não foi. Deixemos isto para lá.

Embora as aulas não tenha sido do meu agrado, um dos questionamentos surgidos foi: -Pq o cinema é considerado como 7ª arte? E mais do que isso, quais são as outras?

Fiz uma aprofundada pesquisa no pai virtual dos burros (não é o google, é a wikipedia) e encontrei um texto bem interessante. Vejam:

No Manifesto das Sete Artes publicado em 1923, cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam sua linguagem e classificadas da seguinte forma:

1ª Arte – Música (som);

2ª Arte – Dança/Coreografia (movimento);

3ª Arte – Pintura (cor);

4ª Arte – Escultura (volume);

5ª Arte – Teatro (representação);

6ª Arte – Literatura (palavra);

7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores somado a 11ª).

Há uma certa dúvida se a ordem colocada estaria correta, porém um maior número de pessoas concorda com a ordem encontrada, apenas criando uma grande dúvida na posição do teatro e da literatura.

Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriores adicionadas ao manifesto:

8ª Arte – Fotografia (imagem);

9ª Arte – Banda desenhada (No Brasil, História em Quadrinhos)

10ª Arte – Jogos de Computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videogames); * 11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).

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17 de maio de 2010 at 16:35 Deixe um comentário

A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica

Minha nossa sem hora! Esse título é muito grande e me lembra o sufoco que foram as provas baseadas nesse texto. Confesso que quando me deparei com pela primeira vez não consegui entender nem o título, que dirá o texto.

Se você está no 1º ano do curso de Comunicação Social, com certeza irá bater de frente com o temível… Walter Benjamin. O título lá em cima é de um texto que pertence a ele. Aí embaixo você encontra um breve resumo sobre o texto e o link para baixá-lo na íntegra em arquivo para WORD.

RESUMO

Este é um estudo sobre os motivos e as consequências da perda da “aura” que envolve a obra de arte. Benjamin acreditava que, com o progresso das formas de reprodução técnica – principalmente o cinema – a aura era dissolvida nas várias copias do original, destituindo inclusive, o status de raridade que as obras de arte possuiam.

Para Benjamin, o fato de poucas e selecionadas pessoas terem contato com a obra de arte, conferem a ela um valor de culto que a torna especial. Valor esse que é perdido quando toda e qualquer pessoa passa a ter contato com a obra.

Benjamin considera ainda que a obra vista pelos olhos difere da natureza vista pela câmara. Podemos citar como exemplo a experiência de assitir uma peça no teatro e essa mesma peça transformada em filme e exibida nas telas do cinema.

Entendeu?

 

 

Clique aqui para baixar “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica” completo

Clique aqui para baixar o texto sobre  “A vida de Walter Benjamin”

Clique aqui para baixar o texto “O cinema segundo Walter Benjamin”

18 de março de 2010 at 07:30 Deixe um comentário

Cuidado com o plágio

Queridos amigos e amigas, nós do QUASEPUBLICITARIOS criamos este blog com o intuito de reunir em um só lugar uma fonte confiável de diversão, conteúdo auxiliar às disciplinas e trabalhos prontos que servem apenas como BASE para que você construa um excelente trabalho.

Quando você pega alguma coisa na internet, imprime e entrega ao prof., isso caracteriza plágio, e acima de tudo você assume que não é criativo/capaz o bastante para elaborar seu próprio trabalho.

9 de março de 2010 at 07:35 1 comentário

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***
Profª diz: Os publicitários devem ser como detetives. Igual aquele detetive "Xerox Holmes" --> Juro que ela falou isso!
***
Prof diz: Semana q vem traz um vídeo do Super Bowl, um vídeo em Jpeg. VÍDEO EM JPEG??? Ai Pai altíssimo. Qta ignorância.
***
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Prof. diz: - Só um.
Turma responde: Ué, então vai fazer votação pra que?
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Aluno 3: "Ué, mas tem um cartaz aí na parede com letras brancas."
Aluno 4: "Mas e se..."
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Aluno 1: "Mas e se o papel for verde, tem como?"
Aluno 2: "O prof. a parede é branca."
Prof interrompe (meio puto já): "A parede não passou na impressora né?"
***
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Aluno responde: "Brasília"
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