O anúncio para a televisão

18 de dezembro de 2009 at 04:28 2 comentários

Na televisão, os anúncios podem ser classificados como atravidos, insinuantes e provocantes. É preciso “prender” o telespectador no seu comercial, pois você tem, em média 30 segundos para contar toda a história. Então para ser lembrado, um anúncio tem que ser agressivo, rápido, persuasivo e objetivo.

Tem que prender as pessoas pela emoção, único jeito de conseguir tudo isso em tão pouco tempo. Sabemos que todos nós temos tendência a gravar, a lembrar sempre as nossas experiências agradáveis, e a esquecer as más recordações. Para ser lembrado, um anúncio deve mexer com os nossos sonhos bons – e com a nossa fantasia. Pesquisas realizadas constataram que os anúncios com apelos emocionais são mais lembrados, porque, além de mexer com nossos sonhos e fantasias, eles com que nos colocam dentro deles. Os anúncios que realizam essa proeza tornam-se marcantes.

Criação para a televisão

O propósito de um comercial não é entreter o espectador, mas sim vender-lhe alguma coisa. Não há correlação entre o fato das pessoas gostarem de um comercial e o de serem persuadidas por ele.

Na televisão a imagem é que deve contar a estória. O que se mostra é mais importante do que o que se diz. Palavras e imagens devem caminhar juntas, reforçando-se mutuamente. A função da palavra é explicar o que a imagem está mostrando.

Pesquisas comprovam que, se alguma coisa for dita que não seja também ilustrada, o espectador imediatamente a esquece. Passe comercial com o som desligado: se não vende sem o som, é ineficaz. É verdade que um comercial pode passar mais pontos de venda do que um anúncio impresso, mas os comerciais mais eficazes são construídos em torno de apenas um ou dois pontos apresentados com simplicidade. Ao se anunciar em jornais e revistas, é preciso começar por atrair a atenção do leitor. Mas, na televisão, o espectador já está prestando atenção: o problema é não afugentá-lo. Comece a vender no primeiro quadro e só para de vender no último. Pesquisas mostram que os comerciais que começam por colocar um problema, depois entram com o produto para resolver o problema e, depois, provam a solução por demonstração convencem a quatro vezes mais pessoas do que comerciais que se limitam a apregoar o produto.

O comercial deve ter um toque de originalidade, um elemento singular que o faça permanecer na mente do espectador. Em virtude de se uma tela pequena, a TV não é recomendável para cenas de multidão e grandes planos gerais. Use preferencialmente primeiros planos em comerciais de TV.

O objetivo da maioria dos comerciais é passar a mensagem de uma forma tal que o espectador se lembre dela na próxima vez que for fazer compras. Por isso, é recomendada a repetição da promessa, pelo menos, duas vezes em cada comercial. O consumidor médio é sujeito a milhares de comerciais por ano. Assegure-se que ele sabe o nome do produto que o comercial está anunciando. Na TV se tem, exatamente, 30 ou 60 segundos para realizar a venda, e o seu cliente está pagando centenas de milhares de reais por segundo. Não perca tempo com introduções irrelevantes.

A eficiência dos comerciais de televisão

Segundo Harry McMahan, os publicitários não estão no ramos de prêmios, mas sim no de resultados, que são os resultados de vendas, de transmissão efetiva das mensagens, os objetivos maiores que devem ser perseguidos por qualquer esforço publicitário. O mais importante festival é o das caixas registradoras.

Aqui suas ideias são frutos de muitos estudos. Não são receitas para fazer bons comerciais, mas “rotas para o sucesso”, de caminhos que podem ser usados pelo pessoal de planejamento, de criação e de produção para criar e desenvolver comerciais que efetivamente tenham chance de fazer sucesso em termos de resultados.

Fatores de sucesso de um comercial de TV

  1. Presença de START – utilização de personalidades nos comerciais. Índice de 21% dos filmes analisados;
  2. CCC – CONINUOUS CENTRAL CARACTER fundamentalmente é a utilização de um personagem, um tema, um motivo, ou uma ideia central durante longos períodos, modificando a apresentação e a periferia do comercial, mas mantendo seu núcleo central (Ex.: apresentador da Bombril, Tigre da Esso). Responsável por 43% dos comerciais.
  3. DEMONSTRATION, demonstração do produto o serviço que estejam sendo vendidos durante o comercial. Responsável por 29% dos sucessos.
  4. Uso do JINGLE, da música, da trilha sonora. Cantando você diz muito melhor. Responsável por 41% do sucesso dos comerciais.
  5. STORY. Conte uma história e passe sua mensagem junto com ela. Contar histórias é a mais antiga maneira de transmitir uma mensagem. É a razão do sucesso de 23% dos comerciais analisados.
  6. LOOK é o elemento visual do comercial. Esse elemento pode se um desenho, um ângulo de apresentação de um produto, uma expressão dos atores ou apresentadores, uma sequência visual e, até mesmo, um breve momento do comercial.
  7. WORD é o termo, a palavra, a frase ou a expressão que representa em termos de memorabilidade a mesma coisa que o LOOK.

Seis regras para fazer comerciais de tv engraçados

É muito difícil ser engraçado, principalmente ao se fazer um comercial para a TV. Em primeiro lugar, porque um comercial engraçado tem uma audiência fria. Não é como uma festa onde as pessoas chegam se sentindo bem, e na hora de rir, eles riem. Você já tentou explicar, no dia seguinte, a uma pessoa que não foi a festa o que o fez rir tanto na noite anterior? Então, você sabe como é transitória essa espécie de humor. As pessoas vêem o comercial com um sentimento básico de chateação, de interrupção e desprazer. Essa é uma coisa que faz a produção de um comercial realmente engraçado valer a pena.

O propósito de um comercial não é o de fazer o telespectador rir… ele tem que vender. A primeira regra para fazer um bom comercial engraçado é: o humor tem que contribuir para as vendas. Mas o que é que faz algo engraçado?

Lembre-se: quando um comercial toca você, realmente o atinge, com situações familiares e coisas pelas quais você já passou e reconhece, você pode ser movido a comprá-las. A mesma coisa acontece com o humor. Quando a situação toca você e realmente o atinge, porque você já passou por algo igual, você provavelmente será levado a rir.

A segunda regra recomenda que você procure a espécie de humor que a maioria das pessoas vá entender e responder. Você não está neste negócio para alegrar seus amigos, esposa ou sua mãe. Você está neste negócio para vender alguma coisa a alguém, com humor, graça e um pouco de charme.

A terceira regra também é fácil. Você simplesmente tem que ver o que vai pelo mundo e obedecer a isto. Você tem que ser cuidadoso com as tendências grandes e pequenas, com nomes, lugares, pessoas, situações, coisas que elas imprimem no jornal, coisas que elas falam, coisas que as pessoas vêem e fazem: você precisa conhecer a época em que vive, e a em que vive sua audiência.

A quarta regra é a mais complexa. Os melhores comerciais cômicos nunca fazem pouco caso das pessoas que compram o produto; eles fazem pouco caso dos produtos.

A regra cinco é um dos principais tópicos de discussão em todo o negócio de publicidade: o consumerismo. É como se estivéssemos numa guerra com o cara que nós mais queremos agradar, e este é o consumidor.

O consumidor de hoje está pedindo mais verdade da propaganda que ele vê. E, de qualquer maneira, ele não liga muito para os anúncios e os comerciais. Lembre-se: o freguês tem sempre razão. Se o espírito do consumidor de hoje é que a propaganda não está muito boa, entre nessa. Faça um comercial que caçoe de se fazer comerciais.

A sexta regra é sobre execução. Não é suficiente ter o melhor assunto cômico, o mais superior script cômico, planos e esboços se o que termina num filme não é engraçado. Por que não seria engraçado com todos estes bons comerciais? Porque sua direção, tempo e execuções talvez não sejam as certas. E, o que é mais, uma piada pode crescer ou diminuir sua graça numa simples mudança na ordem das palavras: ênfase, unidade e coerência vêm desde os tempos de Aristóteles.

Slogan

Podemos definir slogan (lema) com uma sentença ou máxima que expressa uma qualidade, uma vantagem do produto, ou uma norma de ação do anunciante ou do produto para servir de guia ao consumidor.

O slogan é, de fato, na maioria dos casos, um lema, isto é, a expressão de uma ideia sobre o produto ou anunciante.

O slogan deve conter uma ideia sobre o produto, o serviço ou a firma – uma ideia com força de vendas.

Como se cria um slogan

Deve consistir de uma frase curta, concisa e eufônica (som agradável); deve ser simples, claro, apropriado e distinto, com um toque de originalidade, se possível

O lema não deve exagerar e nem apelar para o absurdo. Deve ser curto: quatro a seis palavras, mais ou menos.

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Jingles x Spots Arte rupestre

2 Comentários Add your own

  • 1. Charles  |  23 de abril de 2012 às 18:21

    Oi;

    Há tempos eu venho criando alguns slogans para diversas empresas, sem nada cobrar, somente para divulgação do meu trabalho.

    Hoje em dia, gostaria, caso fosse possível, do apoio de vocês, pois tenho o intuito em trabalhar como free lance na área de criação de slogan, pois tenho muitas idéias, o que me falta no momento, é uma oportunidade.

    Deixo meu contato (chu.santos@hotmail.com) para que, após analisarem esta possibilidade, possam me dar um retorno, favorável eu espero! Caso exista uma forma, uma indicação de outra empresa no ramo, empresa esta que eu possa ter alguma oportunidade de trabalho, eu agradeço muito!

    No aguardo de vosso pronunciamento

    Saudações

    Charles

    Responder
    • 2. leila  |  15 de maio de 2013 às 23:36

      olha me interesei ,eu gostaria de fazer um anuncio para o comerciante vir anunciar com nosco.

      Responder

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