Trabalho – O outdoor

25 de março de 2010 at 16:07 3 comentários

Trabalho para a disciplina de Comunicação Comparada, este texto fala sobre a criação e a evolução do outdoor. Qual a empresa que regulamenta sua utilização e sobre sua utilização recentemente. Por exemplo, na cidade de São Paulo e também na cidade de Duque de Caxias eles – os outdoors – estão proibidos. Lá vai…

A Importância do Outdoor como Meio de Comunicação de Massa e como Mídia Exterior

INTRODUÇÃO

O outdoor foi o primeiro meio publicitário utilizado pelo homem para divulgar seus produtos, serviços e ideias. De leitura rápida e de fixação objetiva, o outdoor não precisa ser comprado, ligado ou escolhido. A mais pública das mídias, atinge todas as pessoas que andam pela cidade. Os excessos resultaram na Lei Cidade Limpa, que proíbe todo tipo de publicidade externa. Essa lei proíbe a veiculação em alguns pontos da cidade de São Paulo.

A HISTÓRIA DO OUTDOOR

Há séculos mesmo sem desfrutar das tecnologias que nos é acessível hoje, pode-se dizer que os homens das cavernas já eram publicitários, com suas inscrições préhistóricas. Na Mesopotâmia, os vinhos eram anunciados em pedras talhadas em relevo. Os gregos gravavam suas mensagem em rolos de madeira, denominados cyrbes. Na Roma Antiga, retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever com carvão. Já no Egito, os hieróglifos eram usados como meio de comunicação.

O livro Outdoor: uma visão do meio por inteiro, afirma que tanto as inscrições préhistóricas, quanto os hieróglifos egípcios eram forma de anúncios ao ar livre.

Com o surgimento da impressão em papel, o uso de cartazes se viabilizou e tornou-se lucrativo. As mais diversas mensagens eram veiculadas nos cartazes: feiras, festas públicas, convocações de soldados para guerras.

Arte e propaganda ao ar livre se uniram por iniciativa de Jules Cheret, juntamente com outros artistas e transformaram as ruas de Paris em verdadeiras galerias a céu aberto, proporcionando ao público um maior acesso à arte, numa mistura de pintura e cartazes multicoloridos.

No Brasil, os primeiros outdoors foram feitos com estruturas de ferro e eram anunciados nos bondes. Na época eram pequenos, recortados de forma oval e fixados em postes. Em 1929, foi inaugurada a Publix, era a primeira empresa brasileira que iria comercializar a utilização das tabuletas. Ainda em 1929, a ERA, empresa que trabalhava na confecção de painéis, abre uma subdivisão: a empresa América de Propaganda, destinada exclusivamente a trabalhar com cartazes urbanos.

Alguns colavam cartazes sobre placas de ferro fundido, outras pintavam luminosos em vidro e cristal e reclames nas fachadas das lojas. Nessa época o trabalho era quase todo artesanal. Cartazes de meia folha eram instalados nas plataformas e pardas de bondes. Posteriormente, surgiram os quadros de duas e até quatro folhas.

Na década de 40, as tabuletas de oito folhas são implantadas gerando grande evolução para o meio. Os cartazes com dezesseis folhas surgem e proliferam-se na década de 50. “Porém, com não havia critérios de padronização entre as empresas exibidoras, proliferavam-se cartazes de 8, 16, 32 folhas (na horizontal e na vertical) ou até 64”.

Nos anos 60, surgem os outdoors com 32 folhas. Renato Nano cria um processo de impressão para os outdoors chamado gigantografia. O anunciante pioneiro foi a Nestlé, com o Leite Ninho e nesse primeiro serviço o processo ainda era batizado como sistema fotoplástico. Com a utilização da gigantografia as campanhas passaram a utilizar os mesmos cromos dos anúncios de jornais e revistas.

A instalação de tabuletas era feita de maneira desorganizada, cada anunciante utilizava um formato e um modo de colar diferente. No Rio de Janeiro, alguns políticos praticamente colocaram fim à atividade e ao desenvolvimento do veículo nos anos 70, sem grandes explicações técnicas. A necessidade da criação de uma entidade que organizasse e padronizasse a utilização do meio outdoor era crescente, surgiu então a Central de Outdoor.

A CENTRAL DE OUTDOOR

Surgiu em 31 de agosto de 1977, devido à necessidade de uma padronização na operação com o meio.

De acordo com o estatuto da entidade, a Central deve defender o meio e os interesses das empresas afiliadas, deve apoiar a realização de pesquisas para verificar a utilidade do meio, divulgar a eficiência do outdoor e preservar, fomentar e intensificar a utilização desse meio de comunicação.

Em julho de 2005, a Central de Outdoor lançou seu Atlas de Cobertura, com informações sobre empresas do setor em todo o Brasil, com dados referentes à quantidade e localização de todas as placas. Dentre os cem maiores anunciantes do meio, podemos citar a Pernambucanas, Claro, Unilever Brasil, Tim Brasil, Fiat, Vivo entre outras.

A palavra outdoor significa a publicidade do “lado de fora da porta”, ou qualquer tipo de propaganda ao ar livre. No Brasil, o outdoor possui especificamente nove metros de altura por 3 metros de comprimento, instalados na horizontal em locais de grande fluxo de pessoas e veículos, são na sua maioria afixados em chapas galvanizadas, pregadas em estruturas de madeira.

O período médio de exibição é de 14 em 14 dias, seguindo o cronograma anual de bisemanas, com a possibilidade de renovação ou permanências das campanhas por um período maior.

LEI CIDADE LIMPA

A cidade de São Paulo regulamentou a lei que criou o projeto Cidade Limpa. A nova legislação que tem como objetivo eliminar a poluição visual no município, proíbe todo tipo de publicidade externa, como outdoor, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights. O prefeito Gilberto Kassab, chegou a declarar que esse projeto terá “tolerância zero” com a publicidade exterior.

A ideia da lei é fazer com que a mídia exterior migre para o mobiliário urbano, que é composto por elementos de utilidade pública, com abrigos de transporte coletivo, relógios (tempo, temperatura e poluição) e lixeiras.

Pela nova lei, serão penalizados com multas a partir de R$ 10 mil os proprietários de cada painel publicitário, o anunciante e o dono do terreno que permitiu fazer a instalação.

RAZÕES PARA REGULAMENTAR

Com a proliferação de outdoors irregulares, não-autorizados, a cidade perdeu alguns elementos de sua estética e essa agressão ao ambiente ocultou em parte a arquitetura da cidade, além de provocar possíveis acidentes.

Diminuir a quantidade excessiva de cartazes da cidade, além de eliminar, parcialmente a poluição visual, também servirá para tornar o outdoor mais eficiente e valorizado.

RAZÕES PARA NÃO REGULAMENTAR

Se a preocupação é somente estética podemos afirmar que não teríamos uma cidade ideal.

A OPINIÃO DA SOCIEDADE E DOS PUBLICITÁRIOS

Todos acreditam que a lei é sim muito radical. No entanto, todos têm consciência de que há um exagero desse veículo nas ruas de São Paulo.

CONCLUSÕES

Uma cidade totalmente livre de poluições é a que consegue manter-se sem poluentes do ar, sonoros e visuais. O excesso de tabuletas e toda a mídia exterior, de uma maneira geral, não são os principais responsáveis pelo mal estar visual presente na cidade. As pichações, o lixo, as obras públicas inacabadas, a organização da fiação e as favelas são fatores que contribuem para a poluição do município.

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Comercial de cerveja – HOMEM X MULHER Propaganda subliminar da Unimed?

3 Comentários Add your own

  • 1. Anônimo  |  9 de agosto de 2013 às 16:18

    a evolução ta no 1 paragrafo ne?

    Resposta
  • 2. Jak  |  23 de novembro de 2011 às 17:01

    Gostaria de saber que fez esse texto, preciso colocar o nome da referência em um trabalho :)

    Resposta
    • 3. quasepublicitarios  |  28 de novembro de 2011 às 14:35

      Este texto peguei na internet e fiz umas adaptações. Infelizmente não tenho mais este arquivo para lhe dizer qual a fonte exata.

      Resposta

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